30/06/2009

ADEUS, PINA!


Este texto foi feito como parte de um exercício da oficina de criação de personagens ministrada por Lene Werneck. A proposta era criar um texto poético sobre um objeto que tivesse algum significado especial para mim. Pois então lá vai:

É sola que o solo toca
É o pé direito esperando o esquerdo
É pé
É sola
É abraço no peito
No peito do pé
É caminho, chinelo
Num segundo é o peso do corpo inteiro
No outro é um vôo, é ar
É de casa pra rua
E pra casa de novo
Desgaste, tempo
Arrastando as costas no chão
É o tempo jogado debaixo da cama
É direito sozinho,
Longe do esquerdo já nem é
Calçado
Chinelo

Mas é tempo
Parado

COMEÇO

Meu antigo blog já estava parado há alguns anos e, por conta disso, perdi o acesso. Ele está lá, não se pode atualizar, não se pode deletar. E como minha vontade de blogar está voltando aos poucos (impulsionada inclusive pelo Twitter) eu resolvi inaugurar um novinho em folha.

Tá inaugurado!